Planeta em degradação pode trazer milhões de mortes até 2050

Ações urgentes e em uma escala sem precedentes são necessárias para reverter a situação – ou a saúde humana e ambiental estarão comprometidas
Atividades humanas insustentáveis em todo mundo tem degradado os ecossistemas da Terra, colocando em risco as fundações ecológicas da sociedade. Ações urgentes, e em uma escala sem precedentes, são necessárias para reverter a situação, ou a saúde humana e ambiental estarão comprometidas.
Esse é o alerta foi dado pela ONU Meio Ambiente, no lançamento do 6º Panorama Ambiental Global (GEO6). O relatório, produzido a cada cinco anos, traz a mais abrangente avaliação sobre o estado do meio ambiente em todo o mundo.
Elaborado por 250 cientistas de mais de 70 países, o documento que recebeu o título “Planeta saudável, pessoas saudáveis”, avalia aspectos como poluição do ar e dos oceanos, perda de biodiversidade, desmatamento e uso do solo, oferta de água potável, mudanças climáticas e uso dos recursos naturais.
A conclusão é de que o cenário geral é de piora desde o que o primeiro relatório foi lançado, em 1997, apesar de esforços dos países e alguns avanços pontuais. A situação ambiental em todo mundo é de contínua deterioração – resultado de padrões insustentáveis de produção e consumo, agravados pelas mudanças climáticas.
No caso da poluição do água potável, por exemplo, a publicação alerta para o risco da presença cada vez maior de bactérias resistentes a antibióticos em fontes de água tratada, já observadas em todo o mundo. Os autores alertam que infecções por essas bactérias podem se tornar a segunda maior causa de morte até 2050.
Provenientes de antibióticos, essas bactérias entram no ciclo da água através de esgoto doméstico e do descarte de efluentes industriais, da agricultura, e da criação intensiva de gado e aquicultura. O relatório aponta ainda que vários produtos químicos disruptores endócrinos são hoje distribuídos através do sistema de água doce em todos os continentes, podendo ter um impacto a longo prazo sobre o subdesenvolvimento fetal e infertilidade masculina.
Outra causa de um grande número de mortes pode ser a poluição do ar, hoje já responsável por milhões de mortes prematuras em todo o mundo. Os pesquisadores estimam que se a situação continuar progredindo como está hoje, entre 4,5 milhões e 7 milhões de mortes prematuras podem ocorrer até a metade do século.
“A ciência é clara. A saúde e a prosperidade da humanidade estão diretamente ligadas ao estado do nosso meio ambiente”, afirmou Joyce Msuya, diretora executiva interina da ONU Meio Ambiente, em comunicado à imprensa.”Esse relatório é um panorama para a humanidade. Estamos numa encruzilhada. Vamos continuar no nosso caminho atual, que levará a um futuro sombrio para a humanidade, ou vamos dar uma guinada para um caminho de desenvolvimento mais sustentável? Essa é a escolha que nossos líderes políticos têm que fazer, agora”, complementou.
• POR Estadão Conteúdo
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