Morro do Cruzeiro será oficialmente reconhecido como o primeiro Monumento Natural de São Mateus

Anúncio foi feito em audiência pública recente no Jardim Santo André
No mês em que o Jardim Santo André completa 59 anos, um presente foi anunciado durante audiência pública realizada no dia 26 de fevereiro: o Morro do Cruzeiro será oficialmente reconhecido como o primeiro Monumento Natural de São Paulo. Fruto de uma década de mobilização comunitária, liderada pelo movimento SOS Morro do Cruzeiro, sob a coordenação da professora de geografia e ambientalista Fátima Magalhães.
Em comemoração, o grupo promoveu no dia 14 de março uma Caminhada ao 1º Monumento Natural de SP/ Pico do Votussununga( Morro do Cruzeiro) com 274 alunos da Emef Maria Aparecida Vilasboas. A ação envolveu professores de geografia dando uma aula ambiental pelas trilhas e contou com GCM, Polícia Militar Ambiental, Secretaria do Verde e bombeiros.
A Importância do Morro do Cruzeiro
Localizado no distrito de São Mateus, o Morro do Cruzeiro é o segundo ponto mais alto da cidade, com 996 metros de altitude, atrás apenas do Pico do Jaraguá. Parte de uma Área de Proteção Ambiental (APA), ele abriga nascentes essenciais para os rios Aricanduva, Limoeiro e Palanque. No entanto, ao longo dos anos, a degradação causada por ocupações irregulares, desmatamento e descarte irregular de lixo ameaçava a rica biodiversidade. Presente no mapa topográfico de São Paulo de 1930, o morro já teve o nome de Votussununga, dado pela população indígena que ali viveu. Votussununga significa, em tupi-guarani, “morro onde o vento assopra”, em referência à maresia que chega da Serra do Mar.
A Luta Pela Preservação
“O movimento SOS Morro do Cruzeiro nasceu em 2016, quando mais de 350 árvores foram derrubadas no pé do morro. Desde então, a comunidade se uniu em ações de reflorestamento, incluindo plantios organizados por escolas e lideranças. A iniciativa ganhou força com o apoio do Rotary Club São Mateus, da Secretaria do Verde e do jornal Gazeta São Mateus e comunidade”, cita Fátima Magalhães a maior lutadora pelas ações no Morro do Cruzeiro Em uma década de luta houve abaixo-assinado, remoção de 70 barracos irregulares, instalação de placas informativas sobre a história e biodiversidade do morro e a inclusão do tema em projetos pedagógicos escolares.
“Outro atrativo são as Trilhas Interpretativas da Geodiversidade, que promovem a reflexão sobre a importância das paisagens naturais. Ao passear por elas podemos admirar a diversidade de minerais, fósseis e formações rochosas que contam a história milenar de nosso planeta. No Morro do Cruzeiro foram sinalizados 10 pontos estratégicos que apontam características da vegetação, da paisagem e da geologia”, comenta.
Durante a audiência, a Secretaria do Verde confirmou que o Morro do Cruzeiro se tornará Monumento Natural, garantindo proteção integral e o desenvolvimento de iniciativas sustentáveis. A Ecourbis Ambiental será responsável pela construção de um Centro de Referência Ambiental, com previsão de entrega para julho de 2026. A gestão será da Secretaria do Verde. O espaço permitirá aulas ao ar livre, trilhas monitoradas e atividades de educação ambiental.
Outras Demandas
Apesar da vitória ambiental, o Jardim Santo André ainda enfrenta desafios estruturais. Moradores reivindicam melhorias na zeladoria, como a retirada de caçambas abandonadas, iluminação pública e instalação de corrimãos em vielas de difícil acesso. Além disso, há uma demanda para reorganização da feira na Rua Miguel Ferreira de Mello, que impacta a mobilidade local.
Fátima Magalhães mora no Jardim Santo André há mais de 50 anos. Quando o seu pai chegou no loteamento só tinha sete casas. Atualmente, ela ampliou a atuação em prol do bairro com a criação do Instituto Magalhães, onde oferece cursos de balé, informática e aula de reforço para alfabetizar crianças. O instituto fica na rua Miguel Ferreira de Mello, 112.
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